segunda-feira, 9 de novembro de 2015

“Feminismo é uma outra palavra para igualdade”, diz Malala Yousafzai à atriz Emma Watson

Por Helô D'Angelo

Em Londres, a atriz entrevistou a militante de direitos humanos, vencedora do Nobel da Paz de 2014, sobre o peso da palavra “feminismo” e ambas destacaram a importância do apoio de homens à luta por igualdade de direitos



A atriz inglesa Emma Watson entrevistou a ativista paquistanesa Malala Yousafzai após o lançamento do documentário “He Named Me Malala” (“Malala”, em português), no Into Film Festival, em Londres. Emma fez perguntas sobre a luta da paquistanesa contra o machismo. A ativista disse esperar que o documentário ajude a espalhar sua mensagem: “Este não é só um filme, é um movimento”.


Malala, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2014, ficou famosa por lutar para que as meninas pudessem frequentar a escola. Aos 15 anos, em 2012, ela levou um tiro na cabeça – um atentado por ter se colocado contra a forma de educação feminina do Talibã – mas conseguiu se recuperar e desde então não parou de lutar pela igualdade de direitos.


“Eu achava que ‘feminista’ era uma palavra traiçoeira. Eu me perguntava: será que sou feminista ou não?”, disse a ativista para Emma. E completou: “Mas depois depois de ouvir o seu discurso, eu decidi que não tem nada de errado em se considerar feminista”. O discurso a que Malala se refere foi feito no lançamento da campanha “He For She” (Ele Por Ela), criada por Emma Watson, que é embaixadora da boa vontade da agência ONU Mulheres desde julho de 2014. A campanha encoraja os homens a lutarem junto com as mulheres pela igualdade de direitos.

Na entrevista, Emma Watson também mencionou o grande papel do pai de Malala, Ziauddin, na vida da garota, e perguntou como ela se sente em relação a homens apoiando o feminismo. “Se nós queremos direitos iguais, os homens precisam se colocar na luta. Eles precisam dar apoio. Não adianta pensar que as coisas vão mudar de repente; nós todos temos que caminhar juntos, e essa é a estrada que meu pai percorre. Ele acredita na igualdade de direitos”, respondeu a ativista.


No Facebook, Emma Watson postou a conversa completa em um vídeo que já alcançou 35 mil compartilhamentos na rede. Na postagem, a atriz escreveu: “O momento mais emocionante de hoje foi ouvir Malala falando sobre feminismo (…). Talvez essa não seja a palavra mais fácil de usar, mas ela o fez mesmo assim”. Sobre a questão do apoio masculino ao feminismo, que tem sido bastante debatida nas redes sociais, Emma Watson considerou no post: “Tenho aprendido sobre as diferentes vertentes do movimento, mas todos temos os mesmos objetivos. Não vamos fazer do feminismo uma palavra assustadora. Quero fazê-lo um movimento acolhedor. Vamos dar as mãos para promover uma verdadeira mudança. Malala e eu estamos falando sério, precisamos de vocês”. Na entrevista, Malala concordou: “Eu sou uma feminista, e todos deveríamos ser feministas, porque feminismo é uma outra palavra para igualdade”.

FONTE: Revista Forum

 


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sábado, 7 de novembro de 2015

Substância ativa: Toxina Botulínica

Por Denis Vincenzi




Em 1817 o médico alemão Justinus Kerner, publicou seus estudos sobre a doença botulismo - o resultado da ação da toxina botulínica excretada pela bactéria Clostridium Botullinum quando invade o hospedeiro humano. 

O botulismo ocorre da ingestão de alimentos contaminados ou mal esterilizados, como por exemplo, enlatados e embutidos. É uma doença com alto potencial de letalidade e deve ser considerada uma emergência médica. Os sintomas são semelhantes aos de uma paralisia progressiva, com morte pela paralisia do diafragma – uma parada respiratória. 

Em 1978 a toxina botulínica purificada e atenuada foi aplicada em humanos em um tratamento para o estrabismo, pelos canadenses Dr. Scott e Dra. Carrhuters, que notaram uma expressiva melhora das rugas perioculares em alguns pacientes. Dessa percepção científica, a aplicação da toxina evoluiu para os tratamentos da cosmetologia. Em 1995 utilizou-se também a toxina, com sucesso, para o tratamento das hiper-sudoreses. 

Hoje, as doses usadas para fins cosméticos são em média trinta vezes inferiores àquelas que podem causar uma doença, o que representa um expressivo grau de segurança na sua aplicação nesse segmento da saúde. 

Os tratamentos cosméticos composto com a toxina, amplamente testados e aprovados, são utilizados para o tratamento de rugas da testa e do franzir a testa (testa de professor), rugas perioculares (pé de galinha), levantamento das sobrancelhas, sorriso de coelho (região nasal), levantamento dos cantos da boca (boca triste), rugas horizontais do pescoço, sorriso gengival, hiperhidrose axilar e palmar, e, vaginismo. 

Esta toxina age interferindo na junção neuro-motora dos neurônios, impedindo seletivamente o movimento muscular e com isso tem-se o relaxamento da pele, e no momento seguinte o aplainamento da ruga. 

O efeito na aplicação não é imediato. A toxina botulínica tem que competir com os neurotransmissores naturais e pode levar de quatro a dez dias para aparecer. Seus resultados também não são definitivos e duram em média de três a oito meses, dependendo da concentração empregada. 

A aplicação é feita em consultório, sem preparação prévia, usando-se de micro agulhas, tipo insulina, o que ameniza em muito a dor no local. 

Resta atentar-se para o fato de que a aplicação segura pede a procura por um especialista. A aplicação em locais errados, de forma mal dimensionada, pode causar a queda das pálpebras (olhos de bêbado) e até a visão dupla por algumas semanas.

Dr. Denis Vincenzi
Cirurgião Plástico









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